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Um cinema ao ar livre abandonado no Egipto

por Mäyjo, em 14.12.14

Um cinema ao ar livre abandonado no Egipto (com FOTOS)

Qual o pior local para construir um cinema? Provavelmente no meio do deserto, dirão as autoridades da península do Sinai. A ideia partiu de um empresário francês, que em tempos acreditou que um cinema ao ar livre, no meio do deserto, seria uma boa oportunidade para ganhar dinheiro.

Segundo conta o estónio Kaupo Kikkas, que fotografou o agora local abandonado, o empresário comprou todo o material para o cinema – incluindo 150 cadeiras de madeira – no Cairo, capital egípcia, estabelecendo o cinema numa montanha.

Porém, tudo correu mal. Em primeiro lugar, havia apenas uma estrada para o cinema – Dusti Road – que nem era muito utilizada. Depois, o gerador falhou a meio da primeira sessão e nunca mais foi arranjado.

“É proibido ir para o deserto, no Sinai, sem ser num grupo organizado. Estes grupos deixam-nos num local que fica a pouco mais de quatro quilómetros do local do cinema”, explicou Kikkas. Ainda assim, o cinema nunca mais foi utilizado – por vezes, a natureza encarrega-se, ela própria, de rejeitar algumas das mais mirabolantes ideias do Homem.

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publicado às 23:26

São Francisco bane água engarrafada em lugares fechados a partir de Outubro

por Mäyjo, em 14.12.14

São Francisco bane água engarrafada em lugares fechados a partir de Outubro

A cidade de São Francisco, conhecida por estabelecer tendências nos Estados Unidos,aprovou unanimemente a proibição do consumo de água engarrafada em eventos com mais de 100 pessoas localizados em locais públicos – como concertos.

A proibição entrou em vigor a 1 de Outubro passado para locais fechados de propriedade pública e entrará em 2016 para eventos em locais abertos. Os eventos desportivos que requerem um consumo grande de água, como a maratona da cidade, serão excluídos destas restrições, o mesmo acontecendo com grandes manifestações como a Parada do Orgulho Gay, que tem até 2018 para se adequar.

Na reunião de câmara onde foi tomada a decisão, o vereador David Chiu explicou que a indústria de água engarrafada, que surgiu apenas nos anos 90, causa danos ambientais incalculáveis.

Segundo ele, uma das metas de legislação é a de fazer as pessoas pensarem sobre o seu desperdício. “Antes de 1990, e durante séculos, as pessoas conseguiam ficar hidratadas sem esta indústria”, explicou Chiu.

“Todos conhecemos as alterações climáticas importância de as combater. São Francisco vem tendo um papel de liderança na luta pelo ambiente”, explicou Chiu ao San Francisco Chronicle.

De acordo com esta associação e outros críticos da medida, a proibição levará várias pessoas a decidirem-se por comprar bebidas alcoólicas em concertos e outros eventos.

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publicado às 22:10

Agricultores norte-americanos preocupados com falta de espaço nos comboios

por Mäyjo, em 14.12.14

Agricultores norte-americanos preocupados com falta de espaço nos comboios

Os agricultores dos Estados Unidos acreditam que o aumento do transporte de carvão e petróleo nas ferrovias norte-americanas vai deixar os comboios sem espaço para transportar os seus produtos – e estão preocupados com este cenário.

Num relatório recente, a West Organization of Resource Councils (WORC) alerta que o congestionamento das linhas ferroviárias vai aumentar nos próximos anos, especialmente com as infra-estruturas que estão a ser construídas no noroeste do Pacífico para a exportação de carvão.

Aliado ao aumento da circulação de carvão, também o transporte de petróleo aumentou exponencialmente nos últimos anos, refere o Grist. Assim, os agricultores do interior dos Estados Unidos estão preocupados que as linhas ferroviárias não tenham capacidade suficiente para responder às necessidades de transporte das duas indústrias. Para muitos agricultores o transporte através da ferrovia é o único meio disponível para escoarem os seus produtos, já que o transporte através de camiões é mais demorado e mais caro, uma vez que são necessários mais veículos para o transporte.

“O volumoso e muito lucrativo transporte de carvão e petróleo pode consumir a maior parte da capacidade de transporte das linhas, o que vai afectar o tráfego e resultar em taxas de transporte mais elevadas para outros utilizadores da ferrovia”, refere o relatório da WORC.

Foto:  mikebaird / Creative Commons

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publicado às 21:03

Ana Mineiro: “Tuaregues, os últimos homens livres”

por Mäyjo, em 14.12.14

Ana Mineiro: “Tuaregues, os últimos homens livres”

“OS TUAREGUES MANTÊM UMA AURA DE POVO indomável, porque é isso que são. Já tinha visto muitos “mascarados” em Marrocos e na Tunísia, vestidos a rigor para impressionar os turistas, de boubou esvoaçante e turbante azul, representando o romântico papel de cavaleiro tuaregue recém-chegado do deserto. Mas à parte algum que ande extraviado, os cerca de milhão e meio de tuaregues que se estima existirem concentram-se sobretudo numa extensa – e vazia – região da África, entre a Mauritânia, o Mali, o Burkina Faso, a Argélia, a Líbia e o Níger.

Descendentes dos berberes que escolheram refugiar-se no deserto do Sara na altura das invasões árabes do século VII, os tuaregues desenvolveram uma língua (o tamaxeque) e cultura próprias. No Níger, consideram a cidade de Agadez como a sua capital.

Fundada no século XIV como um importante centro para as caravanas que percorriam a África Ocidental até ao Egito e à Líbia, a cidade parece não ter mudado muito desde então. A construção mais alta é a Grande Mesquita, levantada no século XVI e muitas vezes reconstruída, com um minarete de vinte e sete metros de altura eriçado de troncos. São casas baixas e com terraços, muitas delas ainda feitas em banco, (tijolos de terra secos ao sol), pintadas de vermelho pelo harmattan, o vento forte que sopra do deserto do Teneré.

Em tamaxeque, Teneré significa, simplesmente, deserto. Areia dourada, chão empedernido, montes calcinados onde parece não ser possível viver, sem muros nem marcos geográficos que assinalem os riscos das fronteiras desenhadas nos mapas. No entanto, eles continuam por aqui, os nómadas tuaregues, que muitas vezes só identificamos pelo rasto: cabanas de palha abandonadas, um poço coberto por ramos de acácia. Muitos tornaram-se seminómadas e apascentam cabras e dromedários durante parte do ano, ocupando o resto do tempo a fazer nascer tâmaras, laranjas e romãs em oásis bem cuidados, como o de Timia.

Por onde andam?

Há séculos que se deslocam de dromedário, atravessando as fronteiras invisíveis de pernas cruzadas, como quem passeia de poltrona. Do corpo vemos apenas as mãos, os pés e os olhos, que o resto está protegido do calor por camadas finas de roupa, e um turbante de vários metros. Em pleno deserto são uma aparição impressionante: surgem do nada, sem ruído, de turbante até aos olhos e takuba (espada tradicional) à cinta, orgulhosos senhores de toda aquela poeira povoada por acácias espinhosas, arbustos pardos e dunas lisas.

Portam-se como cavalheiros: tapam a cara com o turbante como quem ajeita a gravata e aperta o botão do fato, falam pouco e afastam-se para comer, porque é má educação mostrar o interior da boca. Chama a si próprios imazaghan (homens livres, em tamaxeque), e as mulheres também são muito mais livres do que outras nómadas do Sara. Maioritariamente muçulmanos, não levam a religião com rigor, misturando o seu antigo animismo com as regras de uma sociedade muito hierarquizada, com castas e subcastas, onde continua a haver servos e escravos.

O tinto azul brilhante do turbante índigo tradicional, o tagelmust, tinge-lhes a cara e as mãos, dando origem ao nome de “homens azuis”. Mas hoje em dia o verdadeiro índigo é demasiado caro, e fica guardado para os dias mais solenes ou de festa. As mulheres, donas das cabras e da tenda, com direito a expulsar o marido caso ele se porte mal, não o usam para cobrir a cara; apenas para se maquilharem, humedecendo-o e esfregando-o ligeiramente nos lábios e nas maçãs do rosto.

Para navegar no deserto, os tuaregues parecem ter desenvolvido um sistema natural de GPS que lhes permite conduzir um jipe ou uma caravana durante a noite, ou debaixo de uma tempestade de areia. Hoje já são raras, as caravanas carregadas de sal que conduziam pelo deserto, entre as salinas e os oásis dos montes Air, e mesmo até Agadez, a “grande cidade”. Mas antigamente iam das margens do rio Níger, no Mali, até Tripoli, atravessando o Hoggar argelino e passando por Ghat e Ghadamès, na Líbia; outras iam do Senegal a Marrocos, da Tunísia ao lago Chade.

Guerreiros e salteadores

Uma caravana pode ser composta por centenas de dromedários, raramente montados pelos que a acompanham; é a carga que ocupa o seu dorso, enquanto os homens caminham na frente e atrás, marcando o ritmo do dia. Nos anos 30, as salinas de Bilma, no Níger, chegavam a juntar cerca de vinte mil animais na época da azalai – que em tamaxeque significa caravana. A vida seria impossível sem esta ligação forte com os “navios do deserto”: o seu número determina a riqueza e o estatuto social do seu possuidor e, ao contrário de algumas tribos árabes, nenhum tuaregue que se preze mata ou consome carne de dromedário.

Conhecidos guerreiros e salteadores, os tuaregues também costumavam usar o seu conhecimento do deserto para fazer o papel de guarda-costas de outras tribos; em Ghadamès, por exemplo, os berberes locais contratavam-nos como proteção contra pilhagens, papel que desempenhavam com gosto, quando não estavam eles próprios a pilhar outras caravanas…

A abolição oficial da escravatura – apenas oficial, dado que ainda existem milhares de escravos nesta região de África –, assim como as independências africanas, com novas fronteiras e novos governos, deram o golpe final na vida nómada. Em Agadez, dedicam-se agora ao escasso turismo, abrindo agências de viagem que oferecem expedições no Teneré, e detêm grande parte do comércio geral, incluindo fabrico e venda de artesanato. A reivindicação de um país independente, que de vez em quando descamba em rebeliões violentas, como a de 2012, é fruto da falta de poder de decisão nos meios políticos e económicos. Mas assim que as estradas estejam abertas e a calma do deserto regresse, Agadez é o lugar a visitar para um mergulho no deserto profundo – e na cultura tuaregue.”

 

Foto:  amerune / Creative Commons

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publicado às 20:46

Alemanha: dependência do carvão ameaça cidades inteiras

por Mäyjo, em 14.12.14

Alemanha: dependência do carvão ameaça cidades inteiras

No ano passado, as fontes renováveis atingiram os 25% da capacidade total de energia na Alemanha. Ainda assim, o país ainda depende muito da extracção de carvão: o uso desta energia atingiu os valores mais altos dos últimos 20 anos, refere o Inhabitat.

Embora seja considerado um dos países mais progressistas do mundo em termos de produção de energia limpa, a Alemanha depende muito do carvão. Assim, várias cidades que datam da Idade Média vão ter de ser transferidas para outros locais para que as empresas de mineração as possam explorar.

A pequena cidade de Atterwasch, na área de Brandemburgo, será relocalizada, assim como a aldeia de Proschim – com 700 anos. Também uma igreja de Magdeborn será mudada de local.

No ano passado a Alemanha exportou mais energia do que importou, algo que poder ser atribuído ao aumento da quantidade de energia produzida em centrais de carvão e antracite. Mesmo que o país estabelecesse uma meta para eliminar a sua dependência de combustíveis fósseis até 2050, as emissões de carbono continuam a aumentar apesar do desenvolvimento das indústrias de energia solar e energia eólica.

Alguns especialistas acreditam que esta situação pode ser explicada pelos preços baixos das licenças de dióxido de carbono no regime de comércio da União Europeia. A imposição de regras mais rigorosas sobre os poluidores de carbono a nível europeu poderá ser a única solução para o problema da energia actual que ameaça a Alemanha.

Foto: Bert Kaufmann / Creative Commons

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publicado às 20:37

Projecto recria Rio de Janeiro sem prédios, ruas e construção

por Mäyjo, em 14.12.14

Projecto recria Rio de Janeiro sem prédios, ruas e construção (com FOTOS)

O Rio de Janeiro é uma das cidades mais bonitas do mundo, mas ela poderia ser ainda mais bela, caso a construção não tivesse sido excessiva. Agora, um projecto da agência de publicidade Iluminata imaginou e recriou a cidade maravilhosa sem prédios, ruas ou construções.

As imagens foram desenvolvidas pela Iluminata a pedido do Metrô Rio, para integrarem uma campanha para ajudar a ONG Rio Como Vamos, que trabalha para melhorar a cidade.

Trabalhadas a partir de imagens verdadeiras, estas ilustrações mostram a beleza original do Rio, certamente um dos locais mais deslumbrantes do Planeta. Veja algumas das imagens trabalhadas.

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publicado às 20:35

Clima ajudou conquistas de Gengis Khan

por Mäyjo, em 14.12.14

Clima ajudou conquistas de Gengis Khan

Como é que pequenos bandos de mongóis, a cavalo, conseguiram conquistar e manter, durante décadas, grande parte do mundo conhecido até então? Há muitas razões, certamente, mas cientistas da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, explicam que uma delas foi a sorte de terem gozado do clima mais suave e húmido dos mil anos anteriores.

De acordo com Neil Pederson, co-autor do estudo e responsável do Observatório da Terra de Lemont-Doherty daquela universidade, os anéis das árvores mais antigas da Mongólia prova que o bom tempo ajudou à demanda de Khan e dos seus generais. Estes anéis mostram que, no tempo de ascensão do império mongol, entre 1211 e 1225, as estepes normalmente frias e áridas da Ásia Central tiveram um clima bem mais moderado.

A produção de erva terá crescido e permitido a alimentação de um grande número de cavalos e gado, que acompanhavam os guerreiros. Segundo o Los Angeles Times, os anéis estudados, que datam de 900 a 2011, exibem ainda algo preocupante: desde meados do século XX, a região aqueceu rapidamente, e a seca recente foi a mais severa registada, talvez um efeito colateral do aquecimento global.

Os membros do exército de Khan teriam cinco cavalos cada um, um trunfo para que lhes permitiu conquistar rapidamente uma área que se estende do leste da Ásia até o leste da Europa.

“A natureza pôs a mesa e Khan veio comer”, explicou ao LA Times Amy Hessel, da Universidade da Virgínia Ocidental. Os anéis anuais dos troncos das árvores variam em relação à humidade e temperatura, e podem ser lidos como um livro, de acordo com Neil Pederson.

Na verdade, e numa região, já por si, com escassez de água, esta nova seca está a promover um novo movimento migratório – num local onde as pessoas viveram da mesma forma durante séculos, movendo-se constantemente o gado e morando em tendas.

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publicado às 20:02

Principais desertos

por Mäyjo, em 14.12.14

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publicado às 14:00


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